quarta-feira, 16 de julho de 2014

Mambembe

Incrível como eu soube que era ele desde o momento em que o vi pela primeira vez! Em um bar, a gente se conheceu através de um amigo em comum. Mas, mesmo antes de sermos apresentados, eu não conseguia tirar os olhos dele. Não sei muito bem porque; não sei se foram os óculos, os dentes, o cabelo ou a bermuda xadrez; mas foi naquele exato momento em que eu me apaixonei.

Mil coisas em comum! ‘Tanto clichê, deve não ser’, pensei. E recuei. Ele avançou. E me conquistou! E eu soube de novo que era ele quando ele me levou para o seu apartamento e tomamos uma garrafa de vinho. E pela sua reação ao ver minha lingerie rosa choque. E pela forma como ele demonstrava ser um ótimo pai. E a cada SMS que chegava, eu tinha certeza: Era ele!

Era ele o cara que eu tanto procurava, alguém para tomar um vinho numa quarta-feira à noite e bater papo até as 3h da manhã. Alguém para passar o domingo inteiro junto, debaixo do edredom, assistindo a um bom filme – ou a um filme qualquer. Alguém com quem eu pudesse ser eu mesma, sem medo, sem frescura, sem vergonha. Alguém para quem eu pudesse cozinhar. Contar histórias. Rir. Sorrir. Admirar. E até amar! Uma pessoa que, quanto mais eu ficasse junto, mais eu tivesse vontade de ficar. Era ele!

Bem que me avisaram: Pega, mas não apega. Eu não dei ouvido, que graça tem começar uma história já com medo, sem coragem de se envolver? Então deixei rolar, como sempre faço! E me ferrei, como sempre acontece. Não morro disso mais não, mas que é muito chato se lascar toda vez, isso é. Não me iludi, mas me apaixonei, e isso implica muitas expectativas, por mais que a gente tente evitar.

Hoje, exatos quatro meses depois, eu ainda acho que é ele. Mas torço para que não seja, porque é muito triste alguém ser o seu grande amor e você não ser o grande amor dessa pessoa... Essas coisas tinham que ser sempre recíprocas! Então espero que eu só tenha me enganado mais uma vez. E que esse alguém que eu tanto procuro, ainda esteja por aí à minha procura também.

Eu podia jurar que era ele... Mas não, não era. Foi só mais um mero engano!

Talvez eu deva parar de procurar. “O amor vem pros distraídos”.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Resiliência

Resiliência. Esses dias, num momento de desânimo, ouvi isso de uma prima/amiga. Já tinha escutado e principalmente lido essa palavra muitas vezes, mas não sabia muito bem seu significado. Resiliência quer dizer: a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. É uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.

Já disse aqui uma vez que não tenho saco pra tristeza e depressão. Normalmente, sou de bem com a vida! E realmente não tenho do que reclamar, graças a Deus, tenho tudo que preciso: trabalho, saúde, fé, família unida, os melhores amigos do mundo, primos que são como irmãos, pais que fazem tudo por mim. Mas, mesmo assim, às vezes sinto falta de algumas coisas, como ultimamente daria tudo para ter mais tempo, paz e sossego! E o amor, ah, esse nem preciso dizer...

Estou num dos momentos mais tumultuados da minha vida, com minha avó – com quem eu moro – aos 86 anos, com uma vértebra quebrada e muito deprimida. Por mais que as pessoas ofereçam e dêem ajuda, é no dia-a-dia que o bicho pega de verdade. Faço tudo de boa vontade, mas não nego que seja muito cansativo.

Ando fazendo mágica para administrar o tempo e dar conta de tudo. Ajudar minha avó, meu pai (que não está doente, mas me pede tudo e eu sou incapaz de negar), trabalhar no mercado, trabalhar no bazar, ir ao ortopedista, pagar minhas contas, ir ao salão – porque, afinal, eu sou menina e mereço! Outro dia me olhei no espelho e levei um susto com minha sobrancelha! Hoje me peguei atravessando a rua que nem uma maluca com duas enceradeiras na mão para levar pro conserto! Hahaha!

Além de tudo, tem essa dor de cotovelo que não me deixa em paz. Quem manda ter coração mole (e burro)? Eu podia jurar que, dessa vez, era o cara certo... Só que não. O bom é que não dá nem tempo de sofrer! Mas confesso que à noite deixo cair algumas lágrimas no travesseiro... Minha vida não podia ser mais simples? Será que algum dia eu vou conseguir ter a MINHA própria vida?

Sei que meu drama pode parecer pequeno para outras pessoas, assim como a vida dos outros me parece sempre tão melhor que a minha! A grama do vizinho é sempre mais verde, ainda mais em tempos de redes sociais. No Instagram, todo mundo é feliz, bonito e perfeito! Mas a vida sem filtro é outra história... A verdade é que não é mais fácil para ninguém. Cada um é que sabe das suas próprias batalhas.

Por isso, não me dou o direito de me abater, muito menos de descontar meu stress nas outras pessoas. Ninguém tem culpa se minha vida está de cabeça para baixo! Aderi ao movimento #100happydays, o que me ajuda a reconhecer a felicidade em pequenas coisas do meu dia-a-dia. Tem sido ótimo! De manhã, o travesseiro já está seco e eu estou pronta para outra! E é isso aí, vida que segue... Uma hora tudo se ajeita! Ainda bem que existe mesmo essa tal de resiliência para não me deixar pirar de vez!

“Todo mundo que a gente encontra na vida está enfrentando uma batalha que você não sabe nada a respeito. Seja gentil com todo mundo. Sempre!”

Nesse caso, vale a máxima: Gentileza gera gentileza. Já dizia o velho e sábio profeta! :)


 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Oh, happy day!

Você conseguiria ser feliz durante 100 dias seguidos? 

Quem me conhece e/ou acompanha o blog, sabe que eu amo o filme “O fabuloso destino de Amélie Poulain”. Não vou falar de novo sobre ele para não ficar repetitivo, mas, resumindo em uma frase para quem não conhece, a moral da história seria: Desfrutar dos pequenos prazeres e realizar pequenas ações a fim de melhorar a vida das pessoas e mudar o mundo. É possível, acredite!

Existe uma página no facebook que se chama Projecto Amelie (https://www.facebook.com/ProjectoAmelie?fref=ts) e é inspirada justamente nessa filosofia. Segundo a descrição da própria página, o projeto se resume em “Pequenas ações que tenham como objetivo mudar o mundo. Ações desinteressadas, que façam alguém sorrir, sentir-se melhor, emocionar-se, etc. Qualquer coisa que mude o dia a dia de algumas (mas basta uma) pessoas.”

E eu vejo muita coisa bacana por lá! Como esses cartazinhos espalhados pela cidade que eu acho o máximo! Certamente encontrar um desses faria o meu dia muito mais feliz! :)






Bem, além disso e de tudo mais que vejo por lá, uma coisa que me chamou muito a atenção foi um desafio que se chama #100happydays. O desafio é justamente esse: Você conseguiria ser feliz durante 100 dias seguidos? O objetivo é fazer as pessoas perceberem o que as faz feliz todos os dias, mesmo nesses tempos tão corridos. É mostrar que a felicidade está nas coisas simples, nos pequenos momentos, como uma sobremesa depois do almoço ou um encontro com um amigo. Tão simples quanto clichê, o desafio nos ajuda a perceber que a – tão buscada – felicidade, é possível, sim, ser vivida, mas precisa também, e principalmente, ser percebida!  

Para participar, é muito simples! Basta clicar aqui http://www.100happydays.com/pt/ e se cadastrar! Depois disso, é só fotografar algum momento feliz do seu dia e postar via twitter, facebook ou instagram com a hashtag #100happydays, durante 100 dias seguidos. Este é um desafio pessoal, exclusivamente para você, não é uma competição de felicidade ou uma demonstração pública. É totalmente em seu benefício! 

Segundo o site, 71% das pessoas que começaram o desafio, não o terminaram alegando falta de tempo. E todas as pessoas que conseguiram concluir, disseram que:
- começaram a notar o que os faz felizes a cada dia;
- ficaram com um humor melhor dia após dia;
- começaram a receber mais elogios de outras pessoas;
- perceberam quão abençoados eles são por viverem a vida que tem;
- ficaram mais otimistas;
- se apaixonaram durante o desafio.

Não consigo ver razão para não aceitar! Estou indo me cadastrar agora!
E você, tem tempo para ser feliz? ;)